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Confirmada terceira vítima de Leishmaniose Visceral Humana

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) recebeu a confirmação da morte da terceira vítima de Leishmaniose Visceral Humana em Porto Alegre. É uma senhora de 81 anos, residente no bairro Jardim Carvalho (próximo à pedreira do Morro Santana). A confirmação havia sido registrada por exame de aspirado de medula. 

Desde as primeiras notificações, diferentes ações vêm sendo implementadas pela prefeitura como a emissão de alerta epidemiológico para a rede de serviços de saúde, por exemplo.  No local de incidência dos casos, a Vigilância em Saúde fez a identificação da área e fatores de risco, instalando armadilhas para o monitoramento do vetor em noites consecutivas. Também foi realizada a aplicação de inseticidas e ações de educação na área tais como caminhadas na comunidade, identificação da área e de fatores de risco, ações de saneamento e orientação. Mais de 34 toneladas de resíduos foram retiradas das ruas e residências, em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. (SURB)
 
Foram realizadas, ainda, capacitações para agentes comunitários de saúde, para que possam identificar cães com possíveis sintomas da doença. Como os fatores ambientais têm relação direta com a proliferação do mosquito-palha (flebotomíneo transmissor da leishmaniose), os agentes receberam orientação para que alertem as comunidades em relação à manutenção de áreas externas, como pátios, terrenos e vias. Também foram capacitados profissionais de nível superior para manejo clínico das pessoas com sintomas da doença. 

Monitoramento - Casos de cães positivos para leishmaniose visceral vêm sendo monitorados em Porto Alegre desde 2010. Em 2016, a Capital registrou a primeira confirmação de caso humano da doença, que levou a óbito uma criança com menos de dois anos. No mês de fevereiro deste ano um homem de 43 anos foi a segunda vítima.
 
Leishmaniose visceral humana – pessoas que apresentem febre persistente, principalmente aquelas que viajaram ou que residam próximo de casos confirmados de leishmaniose canina devem ser levadas a unidade de saúde mais próxima da residência, para acompanhamento e providências. A medicação é fornecida pelo poder público após confirmação da doença.

Leishmaniose visceral canina – É doença que exige notificação dos serviços veterinários à Equipe de Vigilância de População Animal da Secretaria Municipal de Saúde. Entre os sintomas estão emagrecimento progressivo, feridas e descamações de pele, queda anormal de pelos, aparecimento de ínguas, crescimento anormal das unhas, inchaço de pernas, sangramento de nariz, entre outros. Caso seu cão apresente sintomas, procure um serviço veterinário e informe a existência de caso confirmado da doença próximo à sua residência. Desde 2010, a prefeitura monitora e acompanha casos de leishmaniose visceral canina em Porto Alegre, realizando paralelamente estudos dos vetores. Foram notificados desde então casos confirmados da doença em cães, nos bairros Lajeado, Agronomia, Lomba do Pinheiro e Morro Santana.
 
Recomendações e prevenção
 
* Mantenha a casa limpa e o quintal livre dos criadores de insetos. O mosquito-palha vive nas proximidades das residências, preferencialmente em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de material orgânico. Os insetos costumam picar os animais durante toda a noite. Também podem atacar nas primeiras horas do dia e ao entardecer. 
* Se possível, coloque telas de 1mm nas janelas;
* Se possível, use mosquiteiros com tela de 1mm;
* Use repelente corporal;
* Embale sempre o lixo;
*Evite acúmulo de fezes de animais, restos de alimentos, frutas e folhagens no quintal ou pátio.
 
Cuidados com os cachorros (em especial se mora próximo a matas nativas, ou caso saiba de caso confirmado da doença):
* Cuide bem da saúde do seu cão, mantenha o animal no pátio, evitando a circulação pela rua;
* Se possível, utilizar coleiras repelentes nos cães,
* Afastar os animais domésticos e suas instalações da casa. 


Fonte: Neemias Freitas - Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre
Fotos:
Data: 17/05/17      Atualizada em: 18/05/17
Tags: leishmaniose , sms , saúde ,









 
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