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Em defesa do plano de carreira no setor público - Dr. Alfredo Floro Cantalice Neto


 
Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostram que dois milhões de pessoas migraram para o Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos dois anos, devido à crise econômica e política que ainda afeta o país. O cenário deixa o atendimento gratuito ainda mais sobrecarregado. No interior do estado, a situação fica mais restrita e complicada, pois as cidades pequenas não possuem suportes completos e os pacientes precisam se deslocar para grandes centros médicos para receber atendimento especializado.

Uma solução para este problema é a oferta de concursos públicos e planos de carreiras mais eficientes e interessantes para médicos recém-formados. Não é uma inovação tão complexa e demanda apenas boa vontade e um olhar mais atento à situação. Reitero que é fundamental que os novos médicos sejam contratados por meio de concurso público e encaminhados para pequenas cidades que não possuem médicos. Isto irá preencher uma grande lacuna de defasagem de atendimento. 

Em muitos casos, um médico é contratado por alguma prefeitura, mas no caso da troca de governo o novo governante rescinde o contrato com o profissional. O concurso público e o plano de carreira deixariam o médico com segurança para exercer sua atividade. É claro que também defendo um bom e digno salário inicial, mas o plano de carreira é o pensamento que vai além dos ganhos financeiros, pois o profissional tem a possibilidade de iniciar a carreira em uma cidade pequena e depois chegar aos centros maiores do estado. 

O concurso não deve ser para as especialidades e, sim, começar contratando médicos de família ou de atenção básica à saúde, para atender nos próprios postos de saúde do interior do estado. Em cidades com hospitais, estes profissionais também poderiam ajudar no atendimento hospitalar. Essas mudanças evitariam muitos problemas, como a contratação de médicos estrangeiros, por exemplo, que chegam ao país sem a aprovação do exame Revalida. A solução também diminui a fila de atendimentos em especialistas, pois muitos casos podem ser resolvidos com triagens mais eficientes em postos de saúde que possuem médicos, não apenas outros profissionais de saúde. 




 
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