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A infeliz contradição - Dr. Jair Escobar


 
Após um longo período de espera, o governo federal anunciou que vai flexibilizar as regras de funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento, alterando os critérios iniciais que estabeleciam a presença de dois profissionais médicos por turno de trabalho em cada unidade. 

Ao promover essa mudança, estabelecendo a presença de um único médico por tuno de trabalho nas UPAs, o governo está promovendo uma infeliz contradição, na medida em que é sabido que quanto mais profissionais estiverem envolvidos no atendimento à população, melhor será a qualidade, a presteza e a agilidade dos serviços. 

Além disso, restringir o número de profissionais nas unidades de saúde é contraditório visto que o governo afirma existir carência de médicos no Brasil, chegando a importar profissionais de outros países. A demanda por atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou consideravelmente nos últimos dois anos, tendo em vista o elevado nível de desemprego e a consequente dificuldade da população em manter seus planos de saúde privados. 

Neste processo, as UPAs, com infraestrutura adequada e funcionando de acordo com o que foi planejado, podem representar um desafogo para as emergências hospitalares superlotadas que não conseguem mais atender a crescente demanda. O governo segue repetindo os erros de um passado recente, deixando a população mais carente e necessitada dos serviços básicos de saúde desamparada. 

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) entende que a saúde é um valor intangível para proporcionar uma condição de vida mais humana e decente para todos os cidadãos. Por isso, a entidade acredita que os estabelecimentos de saúde necessitam de total dedicação dos governantes, para oferecerem seus serviços aos cidadãos da melhor forma possível. 

Aplicar verbas na saúde é um investimento e não um gasto. Os governantes precisam estar cientes disso, pois, desta maneira, vão contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Com este pensamento, a AMRIGS sugere que os critérios de investimentos do poder público sejam revistos e a saúde se torne, efetivamente, uma prioridade. 

*Dr. Jair Escobar é médico e vice-presidente da AMRIGS.




 
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